O “Temos Voz – Saúde Mental” reuniu contributos de pessoas com experiência atual ou passada de doença mental, bem como dos seus cuidadores, que vivem, estudam, trabalham ou são acompanhados no concelho. Neste espaço foram recolhidas propostas e sugestões orientadas para reforçar a participação e a inclusão, no âmbito do Plano do Conselho Local para a Inclusão em Cascais 2026–2028.

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Temas e Propostas

Participação e Cidadania

  • Melhorar a rede de apoio e orientação no quotidiano
  • Acompanhamento de um técnico em processos burocráticos
  • Apoio no domicílio (contexto relevante para avaliação)
  • Apoio na definição de estratégias familiares (gestão da casa, refeições)
  • Criação de projetos que acolham e motivem o desenvolvimento pessoal
  • Instituição ocupacional com estadias curtas para descanso dos cuidadores
  • Plano ocupacional mais preenchido
  • Mais voluntários para ajudar esta comunidade a combater o isolamento.
  • Espaço aberto a toda a população com consultas de psicologia + psiquiatria
  • Descentralização dos cuidados de saúde mental
  • Respostas permanentes, directas e menos burocráticas
  • Ter acompanhamento contínuo e longitudinal na área da saúde
  • Criação de mais equipas comunitárias em Cascais, uma vez que facilita o acesso, contacto com a equipa: mais facilidade em aceder a cuidados aquando de uma crise; facilita não haver quebra nas relações sociais.
  • Importância da equipa de acompanhamento (equipa comunitária) na definição de projecto e percurso de vida (após diagnóstico).
  • Escolher as melhores práticas para tornar os tratamentos e cuidados no internamento hospitalar sem abusos e negligência.
  • Sensibilização à importância do cumprimento da terapêutica.

Acessibilidades e Comunicação

  • A ACT ter uma linha de apoio para trabalhadores com experiência de doença mental
  • Informação para ajudar a pessoa a identificar o que tem (diagnóstico)
  • Criar postos de informação e orientação nas comunidades que sejam facilitadores, nos circuitos de Cascais.
  • Maior divulgação das respostas/serviços que existem no hospital de Cascais.
  • Haver mais divulgação das respostas específicas que existem no concelho (ex. FSO da ARIA)
  • Mais informação sobre escolhas que podem tomar
  • Maior conhecimento dos recursos: da comunidade, das entidades e dos órgãos públicos.
  • Existir autocarros maiores que circulem com mais frequência
  • Melhoria do transporte público (M40) ao fim de semana, garantindo pelo menos um a cada duas horas
  • Implementação do Cordão do girassol – Identifica deficiências invisíveis
  • Tem de se pensar também no acesso das pessoas às actividades e serviços.
  • Apoios à mobilidade dentro das instituições (ex. pisão
  • Caminho para o Riviera ter mais indicações para pessoas cegas. Tem poucas referências táticas
  • Bengalas com georreferenciação e IA. Mas sobretudo melhorar o piso e passeios
  • Pinos de alerta e encaminhamento

Educação

  • Propaganda; projectos com escolas na área da saúde mental
  • Promover palestras sobre o bullying nas escolas
  • Promover debates para sensibilizar a sociedade em geral sobre pessoas diferentes e evitar o bullying.
  • Haver mais professores especializados e apoio individual nas escolas.
  • Colocar o tema dentro da comunidade escolar

Emprego

  • Valorização das suas capacidades e competências (ensino e qualificação profissional)
  • O trabalho podia ser adaptado às características individuais de cada um e existir mais oportunidades para aprender a trabalhar.
  • Propostas de trabalho a tempo parcial de manhã, que não seja por turnos.
  • Facultação de cursos de línguas (inglês).
  • Identificação/criação de projectos que possam acolher e motivá-los no seu desenvolvimento pessoal, social e profissional.
  • Formação para profissionais para uma abordagem mais humana.

Cultura e Lazer

  • Retiros, passeios, ir à biblioteca para pessoas com deficiência audiovisual.
  • Mais apoios financeiros do Estado que permitam aceder a equipas desportivas, espetáculos, equipamentos culturais.
  • Nos teatros e cinemas colocar mais avisos relativos ao excesso de barulho e de estímulos.
  • Espaço gravação de música no Bairro da Torre
  • Haver terapia de arte a preços acessíveis e mais oferta
  • Momentos de grupo com técnicos e com pessoas que vivem os problemas e sentem essas dificuldades.
  • Caminhadas físicas (especialmente importante incluir pessoas com deficiência visual) porque tiram as pessoas de casa para fora.
  • É importante termos alguma coisa para fazer, ser ativos, estar ocupados.
  • Campos de férias para pessoas com experiência de doença mental
  • Haver mais espaços gratuitos onde as pessoas possam conviver com atenção às especificidades de cada pessoa.
  • Haver site para criação de eventos entre pessoas com os mesmos interesses. (exemplo meetup.com)
  • Diversidade / criação de actividades ocupacionais para pessoas em internamento.

Desporto

  • Actividades como desportos adaptados fazem bem às pessoas, ajudam a superar medos e a acreditar que se consegue fazer, a estar com pessoas.
  • Atividades como pádel, futebol e ginástica. Falta de um monitor especializado para certas actividades.
  • Haver no bairro da Cruz Vermelha, ping pong e matraquilhos num espaço que seja seguro, um local com actividades desportivas

Saúde e Respostas Cuidadores

  • Espaço aberto a toda a população com consultas de psicologia + psiquiatria
  • Descentralização dos cuidados de saúde mental
  • Respostas permanentes, directas e menos burocráticas
  • Ter acompanhamento contínuo.
  • Criação de mais equipas comunitárias em Cascais, uma vez que facilita o acesso, contacto com a equipa: mais facilidade em aceder a cuidados aquando de uma crise; facilita não haver quebra nas relações sociais.
  • Uniformização/padronização de procedimentos aquando de internamento.
  • Escolher as melhores práticas para tornar os tratamentos e cuidados no internamento hospitalar sem abusos e negligência.
  • Importância da equipa de acompanhamento (equipa comunitária) na definição de projecto e percurso de vida (após diagnóstico).
  • Diversidade / criação de actividades para pessoas em internamento.
  • Encurtar os tempos de espera entre consultas que sejam primeiras consultas ou de continuação.
  • Equipa comunitárias (insuficientes)
  • Sensibilização à importância do cumprimento da terapêutica.
  • Criação de uma rede de parcerias que alivie o internamento- respostas ocupacionais intermédias.
  • Mais regularidade nas consultas no serviço público (pois são muito espaçadas e poucas por ano).
  • Haver mais medicação comparticipada nas farmácias (por vezes estão esgotadas);
  • Consultas de psicologia gratuitas na instituição e consultas de psicologia com a família.
  • Apoio à medicação
  • Direito ao acompanhamento de um psicólogo
  • Reforçar o acompanhamento psicossocial das famílias
  • Reforçar o acompanhamento aos doentes (só uma vez por ano)
  • Cada concelho possuir recursos de saúde na área de saúde mental de modo a aliviar tempos de espera para consultas/situação de urgência.
  • Informações com empatia e humanismo nas organizações do meio hospitalar
  • Orientação profissional para o GAM, para estratégia familiar mais regular e não apenas esporádica
  • Existência de mais respostas na comunidade que possam colaborar com a família.
  • Campos de férias para os cuidadores no sentido de aliviar o desgaste psicológico decorrente da doença

Comunicação e Sensibilização

  • Criação de mais espaços de partilha como o “Temos Voz- Saúde Mental”
  • Faltam palestras para que se compreenda melhor a doença mental, para ajudar a identificar os problemas e sintomas.
  • Mais informação e mais filmes sobre estes temas.
  • Sensibilização à importância do cumprimento da terapêutica.
  • Colocação de slogans e campanhas para sensibilização antitabágica e cessação tabágica.
  • Campanha de sensibilização para a população em geral.
  • Acções que promovam que as pessoas com experiência de doença mental desenvolvam estratégias para lidar com o preconceito dos outros.
  • Paciência para lidar com a diferença e mais sensibilização para as pessoas compreenderem e ajudarem a lidar com a diferença.
  • Sensibilizar as forças de segurança sobre a doença e diferentes formas de lidar/intervir em diferentes situações.
  • Participação de convidados no GAM para abordar diversos temas.
  • Implementação do Cordão do girassol – Identifica deficiências invisíveis
  • Pessoas que sejam referência na comunidade para falar e a ajudar as pessoas com necessidades específicas
  • Dar mais voz ao tema da saúde mental em todos os espaços públicos
  • Colocar a temática da saúde mental no agendamento político
  • Trazer as famílias para ouvi-las

Acessibilidades e Espaço Público

  • Tem de se pensar também no acesso das pessoas às actividades e serviços.
  • Apoios à mobilidade dentro das instituições (ex. pisão)
  • Caminho para o Riviera ter mais indicações para pessoas cegas. Tem poucas referências táticas
  • Bengalas com georreferenciação e ia. Mas sobretudo melhorar o piso e passeios
  • Pinos de alerta e encaminhamento

Habitação

  • Rendas acessíveis e com equipas de retaguarda que permite manter uma vida mais independente e autónoma
  • Rendas mais acessíveis
  • Habitação integrada na comunidade e acessível.

Formação, Emprego e Ocupação

  • Valorização das suas capacidades e competências (ensino e qualificação profissional)
  • O trabalho podia ser adaptado às características individuais de cada um e existir mais oportunidades para aprender a trabalhar.
  • Propostas de trabalho a tempo parcial de manhã, sem turnos.
  • Cursos de línguas (inglês).
  • Identificação/criação de projectos que possam acolher e motivá-los no seu desenvolvimento pessoal, social e profissional.
  • Formação para profissionais para uma abordagem mais humana.

Outros

  • Criar uma rede de contactos que permita arranjar/encontrar soluções crowdfunding.

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